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Pequim estabelece a proibição de drones recreativos a partir do mês de novembro

Foto do escritor: Redação
Redação
15 de set.
3 min de leitura

As autoridades de segurança pública da capital chinesa decretaram a proibição integral da posse, do armazenamento e da circulação de veículos aéreos não tripulados de uso recreativo dentro dos limites administrativos da cidade a partir do dia 15 de novembro (domingo), determinando que todos os residentes e entidades comerciais retirem de seus endereços tanto as aeronaves completas quanto os itens classificados em dezessete categorias específicas de componentes internos, transferindo todo esse material para fora da jurisdição municipal antes do encerramento do prazo de tolerância no dia 14 de novembro (sábado).


A legislação publicada pelo Departamento Municipal de Segurança Pública de Pequim estabelece que a manutenção de drones, controles remotos, baterias de lítio de alta capacidade e rotores de fibra de carbono em endereços registrados no perímetro urbano após a data limite resultará na apreensão imediata do material e na aplicação de sanções administrativas severas, forçando os atuais proprietários a utilizarem os postos de recolhimento governamentais ou a negociarem a transferência de seus ativos para províncias adjacentes onde as regras de aviação civil permanecem menos restritivas.


Drone DJI MAVIC 3. Foto: Divulgação
Drone DJI MAVIC 3. Foto: Divulgação

O endurecimento drástico das normas de convivência urbana com a tecnologia de drones ganhou urgência legislativa após o incidente ocorrido no mês de junho nas imediações da Citic Tower — popularmente conhecida como China Zun — quando uma aeronave leve de controle remoto sofreu uma falha catastrófica de sinal e colidiu contra a fachada de vidro do arranha-céu comercial, resultando na queda de estilhaços pesados que causaram a morte imediata do operador do equipamento e deixaram outras treze pessoas com ferimentos graves que exigiram internação prolongada em unidades de trauma da rede pública de saúde. Os relatórios de investigação técnica divulgados pela Administração de Aviação Civil da China (CAAC, em inglês) apontaram que o piloto havia burlado os sistemas de geofencing instalados de fábrica pelo fabricante do drone, desabilitando as barreiras virtuais que deveriam impedir a aproximação de zonas de tráfego denso, uma falha de compliance que convenceu os planejadores urbanos de que a única maneira de garantir a integridade física dos pedestres no distrito financeiro era erradicar a presença física desses aparelhos nas mãos da população em geral e integrar a fiscalização aos novos protocolos de defesa cibernética implementados pelo Ministério da Segurança Pública.


A arquitetura de fiscalização que entrará em vigor no meio do outono utiliza algoritmos capazes de detectar a assinatura eletromagnética de baterias em repouso e a frequência de comunicação latente entre controles remotos e receptores ópticos, permitindo que equipes de inspeção identifiquem a presença de equipamentos desmontados ou escondidos no interior de residências sem a necessidade de revistas físicas invasivas.


Para mitigar o impacto financeiro sobre os cidadãos que investiram recursos consideráveis na aquisição de equipamentos de filmagem aérea e para evitar o surgimento de um mercado negro de componentes eletrônicos descartados de forma irregular, a prefeitura estruturou uma rede de postos de recompra oficial que funcionará ininterruptamente até a véspera da entrada em vigor do banimento total, oferecendo compensações financeiras baseadas na tabela de depreciação oficial da agência de proteção ao consumidor para modelos fabricados nos últimos três anos que forem entregues intactos aos centros de reciclagem credenciados. A proibição que recai sobre as dezessete categorias de componentes internos também tipifica como infração administrativa grave a prestação de qualquer serviço técnico que tenha como objetivo manter um veículo aéreo não tripulado em condições operacionais dentro dos limites municipais, empurrando a manutenção desse tipo de tecnologia para cidades satélites e encerrando definitivamente as atividades das oficinas especializadas que antes viviam da substituição de hélices danificadas e da calibração de sensores ópticos no perímetro urbano.


O arcabouço legal desenhado pelas autoridades de segurança mantém canais estritamente controlados para a operação de drones por entidades governamentais, forças de resgate e empresas de infraestrutura que necessitam realizar inspeções em linhas de transmissão e redes de telecomunicações, desde que cada missão de voo seja precedida de uma solicitação formal aprovada por um comitê interdepartamental e os dispositivos sejam equipados com módulos de rastreamento em tempo real vinculados diretamente à central de comando da polícia de trânsito aéreo.


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