China doa à ONU amostra do lado oculto da lua coletada pela missão Chang’e-6

A China entregou oficialmente às Nações Unidas uma amostra lunar obtida pela missão Chang’e-6, em cerimônia realizada na segunda-feira (14), na sede da ONU em Viena, na Áustria. Segundo a organização do evento, foi a primeira vez que uma amostra retirada do lado oculto da Lua foi apresentada à ONU. O material ficará em exposição permanente no local.
A cerimônia foi promovida pela Administração Espacial Nacional da China (CNSA), pela Missão Permanente da China junto às Nações Unidas e outras organizações internacionais em Viena, além do Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior (UNOOSA). Mais de 400 pessoas participaram do evento, entre representantes diplomáticos e dirigentes de organizações internacionais instaladas na cidade.
A apresentação da amostra contou com a participação do administrador da CNSA, Shan Zhongde; da diretora-geral do Escritório das Nações Unidas em Viena, Monica Juma; da diretora do UNOOSA, Aarti Holla-Maini; e do representante permanente da China junto à ONU e outras organizações internacionais em Viena, Li Song.
Durante o evento, Shan Zhongde afirmou que a exploração espacial deve ser conduzida de forma cooperativa e destacou a disposição da China em compartilhar resultados científicos e tecnológicos com outros países.
O administrador também relacionou a entrega da amostra às iniciativas defendidas pela China para ampliar a cooperação internacional, fortalecer a atuação multilateral nas questões espaciais e apoiar os objetivos da Agenda 2030 da ONU.
Monica Juma destacou a característica de Viena como centro que reúne atividades científicas e diplomáticas. Para ela, a exposição da amostra representa a capacidade científica e tecnológica alcançada pela humanidade e demonstra a participação da China em iniciativas voltadas à cooperação internacional.
A diretora do UNOOSA, Aarti Holla-Maini, afirmou que a entrega do material e o compartilhamento de informações científicas reforçam a ideia de que o espaço exterior deve ser tratado como uma área de interesse comum da humanidade.
Li Song, por sua vez, destacou que a iniciativa demonstra o compromisso chinês com a cooperação internacional na exploração espacial e com o fortalecimento do papel das Nações Unidas na discussão sobre a governança do espaço.
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