Embrapa realiza missão na China para ampliar cooperação científica e tecnológica

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) está na China desde o início desta semana em uma missão institucional para ampliar a cooperação científica e tecnológica com instituições do país. A delegação é chefiada pela presidente da estatal, Silvia Massruhá, e permanece em território chinês até 22 de setembro. Vinculada ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a empresa tem reuniões marcadas com universidades, centros de pesquisa e empresas, com o objetivo de abrir novas parcerias em áreas estratégicas para a agricultura.
O primeiro compromisso foi na Universidade Agrícola da China (CAU), onde os brasileiros conversaram com integrantes da Faculdade de Recursos e Ciências Ambientais. Entraram na pauta agroecologia, compostagem, microbiologia e aproveitamento de resíduos orgânicos, além de possibilidades de cooperação em desenvolvimento tecnológico, formação de pesquisadores e intercâmbio acadêmico.
Em Pequim, a Embrapa também participa da Conferência Mundial de Inovação Agroalimentar (WAFI) 2026, que ocorre de 17 a 19 de setembro. Com o tema "Transformação Verde e Saudável dos Sistemas Agroalimentares", o encontro reúne governos, universidades, instituições de pesquisa, empresas e organizações internacionais para debater segurança alimentar, mudanças climáticas e sustentabilidade. A presença da empresa brasileira abrange discussões sobre inteligência artificial, tecnologias digitais, agricultura inteligente, biotecnologia, sustentabilidade e resiliência dos sistemas agroalimentares.
Os bioinsumos ocupam lugar de destaque na viagem. Pesquisadores da Embrapa foram a uma planta de compostagem acelerada na capital chinesa e se reuniram com o grupo VOTO Biotech, em encontro que contou ainda com representantes da Universidade de Brasília e do Governo da República Popular da China.
Na programação da WAFI, o dia 18 de setembro previa a participação da delegação no Fórum Mundial de Cientistas do Agroalimentar, com a pesquisadora Cristhiane Amâncio em um debate sobre a transformação verde e saudável dos sistemas agroalimentares. Também estava prevista a presença brasileira no diálogo China-Brasil sobre cadeias de valor, comércio e investimento na agricultura verde.
Depois de Pequim, a missão segue para Nanjing e Xangai. Nas duas cidades, estão previstos encontros com universidades e centros de pesquisa, além de atividades ligadas a inteligência artificial, tecnologias agrícolas e máquinas autônomas.




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