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China confirma visita de Estado de Xi Jinping aos EUA de 23 a 25 de setembro

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Redação
há 5 dias
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Atualizado: há 2 dias

Foto: Xinhua
Foto: Xinhua

O Ministério das Relações Exteriores da China confirmou nesta segunda-feira que o presidente Xi Jinping realizará visita de Estado aos Estados Unidos entre os dias 23 e 25 de setembro, a convite do presidente Donald Trump, na primeira visita de Estado do líder chinês a Washington desde 2015 e no segundo encontro presencial entre os dois chefes de Estado neste ano, que retribui a viagem de Trump a Pequim em maio, quando ambos defenderam uma relação bilateral construtiva, estratégica e estável.


Cerimônias e agenda oficial


A recepção ao presidente chinês terá início na quarta-feira, quando Trump acompanhará pessoalmente a chegada de Xi e da primeira-dama Peng Liyuan à Base Conjunta Andrews — gesto incomum na diplomacia presidencial americana — seguido na quinta-feira pela cerimônia formal de chegada na Casa Branca, revista às tropas, reunião bilateral principal e jantar de Estado no Salão Leste.


A programação se estende à sexta-feira (25) com chá privado entre os dois presidentes e visita aos Arquivos Nacionais, onde Xi conhecerá os documentos fundadores dos Estados Unidos, atividade inserida nas celebrações do 250º aniversário da independência americana, antes da partida da delegação chinesa.


Entre os convidados do jantar de Estado figuram executivos das principais empresas de tecnologia do país anfitrião, incluindo Jeff Bezos, da Amazon, Sundar Pichai, do Google, Sam Altman, da OpenAI, Tim Cook, da Apple, Elon Musk, da Tesla, Jensen Huang, da Nvidia, Michael Dell, da Dell Technologies, e Jane Fraser, do Citigroup, presença que reflete o peso do setor privado nas negociações bilaterais.


O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, classificou as visitas recíprocas realizadas no intervalo de seis meses como de significado histórico e marcante, e afirmou que a China pretende fortalecer o diálogo, ampliar a cooperação e administrar as diferenças com o lado americano.


Comércio e tarifas no centro das negociações


A pauta econômica concentra as expectativas mais concretas da cúpula, uma vez que as atuais isenções tarifárias concedidas por Washington valem somente até 10 de novembro, mesma data em que expira a suspensão chinesa dos controles de exportação de terras raras anunciada em outubro de 2025, o que pressiona ambos os governos a buscar entendimentos antes do fim do prazo.


A trégua tarifária em vigor foi estabelecida na cúpula de Busan, realizada em outubro de 2025, e autoridades americanas informaram que há discussões em andamento sobre a redução de tarifas para uma faixa estreita de bens considerados não estratégicos, embora tenham descartado a troca dos controles de exportação dos Estados Unidos por concessões do lado chinês.


O vice-primeiro-ministro He Lifeng conduzirá delegação chinesa aos Estados Unidos entre os dias 19 e 23 de setembro para consultas econômicas e comerciais preparatórias, segundo informações divulgadas pela imprensa internacional e ainda pendentes de confirmação oficial.


Trump declarou em 18 de setembro que os Estados Unidos estão muito bem com a China e que a visita produzirá muitos acordos diferentes, lembrando que as tarifas sobre produtos chineses chegaram a 145% antes de serem reduzidas ao patamar atual.


Tecnologia, Taiwan e temas de segurança


A inteligência artificial emerge como novo eixo da relação bilateral, com ideias em discussão que incluem a apresentação prévia recíproca de novos modelos de IA antes de seu lançamento e a extensão da supervisão a sistemas de código aberto chineses, além de um possível mecanismo de notificação sobre segurança de IA, sem que nenhum formato esteja acordado até o momento.


A questão de Taiwan permanece como o principal ponto sensível da agenda, na medida em que um pacote de US$14 bilhões de dólares em armas para a ilha ainda pode pesar sobre o clima da cúpula, e autoridades americanas evitaram responder diretamente a perguntas sobre o tema durante briefing à imprensa, indicação de que ambos os lados administram o assunto com cautela.


Entre os temas esperados nas conversas entre os dois líderes estão o combate ao fentanil, com foco nos precursores químicos destinados a cartéis no México, a questão nuclear iraniana e a situação de cidadãos americanos detidos em prisões chinesas.


Expectativas moderadas para os resultados


Analistas descrevem o encontro como a cúpula dos três Ts, em referência a Taiwan, tecnologia e comércio, e avaliam que ninguém espera grandes avanços estruturais, expectativa reforçada pelo calendário diplomático que já prevê dois novos encontros entre Trump e Xi neste ano, um na cúpula da APEC em novembro e outro na reunião do G20 em dezembro.


A visita se insere no esforço de estabilização da relação sino-americana iniciado após a escalada tarifária de 2025, e seu resultado mais provável — segundo observadores — é a prorrogação dos entendimentos vigentes e a manutenção dos canais de diálogo abertos entre as duas maiores economias do mundo.

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